Soneto de Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento E em louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes Postado por Neila às 16h15
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Choro de vagas
Não é de águas apenas e de ventos, No rude som, formada a voz do Oceano. Em seu clamor - ouço um clamor humano; Em seu lamento - todos os lamentos.
São de náufragos mil estes acentos, Estes gemidos, este aiar insano; Agarrados a um mastro, ou tábua, ou pano, Vejo-os varridos de tufões violentos;
Vejo-os na escuridão da noite, aflitos, Bracejando ou já mortos e de bruços, Largados das marés, em ermas plagas...
Ah! que são deles estes surdos gritos, Este rumor de preces e soluços E o choro de saudades destas vagas!
Alberto de Oliveira
Postado por Neila às 16h08
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Postado por Neila às 15h56
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Postado por Neila às 15h53
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Postado por Neila às 19h32
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Postado por Neila às 19h14
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